POBRE TERRA
Planeta que chora
Luiz Domingos de Luna
Reflito sobre a vida
sobre o mundo rotativo
do universo exuberante
da beleza do ser pensante
do mundo mágico criativo
É o solo, é a existência roída
de um planeta que chora, exaurido.
De uma fumaça de gás cumprimido
De um berço que faz sentido.
De uma paisagem destruida
que teimo em desfrutar
a reta um ponto vai ficar
o fim, o começo a externar
O espaço a gritar
O ambiente somente?
A água ?
A selva?
O mar ?
E nós humanos ?
O planeta chora
A inteligência ignora?
Onde iremos morar?
sem terra, sem piso, sem ar
sem fogo, sem água, sem mar?
por que a poluição ?
o farelo da destruição
O lixo cultural ?
O rio é um esgoto
O mar está morto
O ar é aborto
de quem quer abortar,
assim, volto ao pó
não tem reciclagem
é uma viagem,
mas viajo só?

Do Melhor
Linkk
del.icio.us








Humano é que sois
Numa noite estrelada
Pedaços de vida
Não tem saída
No chão da calçada
Sem vestígio, sem nada
Tão pequenina
Garota menina
Morte agonizada
Qual o foi o martírio
De tão grande dor
Não tem mais amor
O último suspiro
Aonde chegamos ?
Onde vamos chegar?
Em quem confiar
É só desenganos
O convívio se esconde
É o monstro, o drácula conde.
Ou o novo monstro se esconde
Ou naturalização do mal
Senhor tende piedade
Livrai as criancinhas
Do ponto as linhas
Fugi da maldade
Um mundo ofegante
Com luz e com fé
Com alma humana
A força que emana
De uma civilização
Exclui o ódio
A monstruosidade
O poder da maldade
Semeai a luz !
Em todos os corações
Luiz Domingos de Luna | 14-04-2008 - 23:41:28 GMT -3 #
Menina de Luz !
No túnel do tempo
Os arranjos a rondar
Em um mundo a rodar
Na dor do momento
É hora de pensar
Os novos arranjos
Ou então mais anjos
O preço a pagar
Qual o defeito?
Da imantação
Em combinação
Que não vai fechar
Sofre a menina
De uma, psicologia assombrada
Duma ligação quebrada
De sonhos caídos
O Íntimo do ser
Que não vai untar
Uma união que não une
Que teima em quebrar
Quem acredita chora
Não tem simplicidade
O psicológico arrasado
E o mundo evapora
Um anjinho subindo
Um mundo sumindo
Não tem mais amor
Cuidai senhor!
Da mártir da hipocrisia
Da força doentia
De um amor enganador
Subiste ao céu
È o seu atesto
Um mundo desonesto
Rasgaste o véu
Derramai leite e mel
Nesta sociedade
Lama da maldade
O gosto do fel.
Foste o exemplo
Já se viu o fracasso
A fragilidade do aço
Da mente doentia
Foste sadia,
Sábia revelação
Da falsa união
Revelaste a hipocrisia.
Luiz Domingos de Luna | 26-04-2008 - 16:12:15 GMT -3 #
O Tempo
Luiz Domingos de Luna
Em um canto caído
O mundo a girar
A vida a passar
Encantos sofridos
Corpos envelhecidos
Suaves serenatas
Existência ingrata
Onde queres chegar?
Pisando a paisagem
Em uma passagem
Sempre a moldar
Com sua influência
Queima a paciência
Quem vai desvendar?
Um novo dia
O sol já raiou
O momento passou
Não vai mais voltar
Do silêncio ao ruído
Num canto perdido
Do universo a girar
Vai-se perguntando
Cantando ou chorando
Onde queres chegar?
Dor desmedida
Dúvida da vida
De o mar serenar
Ficou a história
Em nossa memória
Teima em passar.
Assim, meu irmão
faça algo
pela sociedade
que fica a esperar
a sua contribuição
para uma nova nação
vamos edificar ?
Email:: deuteronomioarte@bol.com.br
Luiz Domingos de Luna | 26-04-2008 - 16:14:51 GMT -3 #
Utopia
Voa, voa pensamento,
Buscai nos confins do infinito
A fórmula mágica do grito
A existência em processamento
Não entregues aos seres humanos
Senão seremos destruídos
Pois o comprado será vendido
E O dado vai para o desmando
O Contrato social agonizado
O planeta sendo destruído
O Mundo a cada dia um gemido
O crime está bem organizado
Os valores nobres esfarelados
Vida competição acirrada
Egoísmo chama clareada
Fraternidade e igualdade
de lado ou sem lados?
Penetrai nos umbrais e traga a foto
Da reconstrução da massa humana
Da fortaleza social, força que emana
A liga sem transtorno ou terremoto
Para que inteligência abrasada?
De um mundo todo corroído
Um tecido social dolorido
A convivência fracassada
Poderei sonhar com mundo livre
As crianças em plena diversão
Não somos enlatados, nem brasão
Da vitória do livre-se, para ser livre
Trazei a fórmula do infinito
A foto revelada ao só momento
O gráfico livre do pensamento
A geografia da paz habitada
Seres humanos de luz!
Uma era que começou
Uma história que não parou
Um sonho, acordou, - sim
Somente? não – como?
Só a mente.”
Luiz Domingos de Luna
Luiz Domingos de Luna | 26-04-2008 - 16:18:54 GMT -3 #
Barreira Humana
Luiz Domingos de Luna
Quando a realidade
Parece muito dura
Sendo verde ou madura
No campo ou na cidade
Busca a oralidade
A notícia genuína
É o fel da mina
Ou a força da idade
Não dá para suportar
A Questão que se lida
É à força da vida
Que não pode parar
Em um assentamento
Colocamos a barraca
De uma situação ingrata
De posse ao pensamento
O Cheiro do cimento
Do queimado ou amargura
Não tem mais bravura
Não pode ser diferente
È a cola do tecido social
Limite de uma operação
È o sim dizendo não
È o operário em construção
É o primeiro sinal
È o vem e vai
Limites sem limites
Limitai!!!
ou Iluminai!!!!
Luiz Domingos de Luna | 13-05-2008 - 09:54:02 GMT -3 #
Carrossel Existencial
O universo curvo em movimento
Derramado na grandeza universal
Força da beleza existencial
Paisagem contemplativa do momento
Infinito magnífico de grandeza
Planeta com vida continuada
Tudo em partícula integrada
Pois o azul dá o tom da clareza
Natureza de perfeito material
É de uma ótima administração
Cuide Senhor, zelai, ação.
Oh! Linda máquina natural
Seres humanos
Paisagem social
Uma bola sadia
Bem que Merecia
Uma rotação natural
Sem poluição
Sem destruição
Sem as ondas
Sedentas do mal
Luiz Domingos de Luna | 13-05-2008 - 09:55:03 GMT -3 #
Luiz Domingos de Luna Diz:
19/04/08 às 2:21
O professor Luiz Domingos de Luna aceita a postagem de seus trabalhos em todos veículos que difundem a arte leterária, sem a necessária autorização do autor, porém, é vedado quaisquer contato com o autor, visto seus trabalhos serem postados para o engrandecimento da epistemologia genética da humanidade.
Luiz Domingos de Luna | 13-05-2008 - 09:56:38 GMT -3 #
Aurora, uma janela para o céu
Luiz Domingos de Luna
Pedi permissão ao tempo
Nas asas do pensamento
Voando vai minha ilusão
Pelos caminhos obscuros
Da minha história esquecida
Momentos de vida vivida
Na mais linda sedução,
Pois ainda em tenra idade
Deixei minha cidade na construção do meu futuro,
Sonhei, lutei, na selva humana,
ganhei o meu troféu de herói,
construi minha cabana tenho o meu transporte
meu trabalho é o suporte da minha vitória suada,
Neste pais eu andei, ralar como eu ralei, lutar como eu lutei dia e noite, noite e dia, busquei no íntimo de minha alma, a estabilidade sonhada
Na poeira de uma estrada que ainda hoje percorro.
Hoje vivo nas metrópoles, nos mais diversos lugares,
Adquiri meu espaço com a força da determinação do aço,
Já me vi em pedaços, mas hoje a minha força é a vitória do que faço.
Consegui o que queria numa luta bem renhida,
Luta que se renova no amanhecer a cada dia.
Sou um aurorense firme, tenho a minha própria história
Na janela da memória vivo a minha própria emoção
Em ver minha querida cidade respirar o hálito oxigenado,
Que ao mundo me trouxe a luz, na grandeza do momento,
Em meu apartamento a lembrança me seduz,
Do rio salgado, as cachoeiras, na beleza de nossa feira,
Do caldo de cana ao aluar, da tapioca ao beiju
Do melaço da rapadura ao canto do sabiá,
Naquelas noites estreladas os fogos, reisado,
O apito do trem, as missas bem demoradas,
As renovações bem tiradas, as serenatas cantadas.
De manhã a passarada num canto de louvação.
Aquelas horas batidas no sino bem compassado, era sinal de finados,
Ou o repique tocado de um anjinho que ao céu subiu,
Todos para a ABA numa inocência fecunda
Tinha quadrilha, arrasta pé, ao som de uma vitrola, era uma festa junina,
Tinha bandeira, tinha roça, tinha quermesse, e quadrilha, broa de milho, quebra-queixo, pão de ló, tinha desfile.
Nesta janela, eu vivo o tempo que não passou, pois ser aurorense é preservar a sua história.
Guardar no canto da memória o seu lindo e singelo amor,
Um amor a toda hora, que em todos nós aflora o cheiro forte e polido.
Luiz Domingos de Luna Diz
Luiz Domingos de Luna | 13-05-2008 - 09:59:02 GMT -3 #
Universo em Ebulição
Luiz Domingos de Luna
20 de Janeiro 2008
A Razão derramada imponente
Espera a emoção ser filtrada
Um planeta sem enquadramento
Numa existência não observada
Nascimento das trevas e da luz
Luta de um perfeito alinhamento
São razões, emoções - pensamento.
Corpos girando em universo reluz.
Poder de uma grandeza infinita
Uma mensagem a ser decifrada
Quem percorre esta estrada
Sente a dor de quem grita
Porque derramada existência?
A razão não sabe contemplar
A emoção perdida a divagar
Na corrente de um sonho eterno
Em um tempo, a um só tempo
Poder, quem sabe um dia, revelar.
Luiz Domingos de Luna | 13-05-2008 - 10:01:19 GMT -3 #
A Dimensão da Curva.
Ser simples como o vento
Sem orgulho ou vaidade
Sem presilha de saudade
O fazer do talento
Neste espaço
A arte derramada
A humanidade untada
A mansidão do aço
DNA do pedaço
Clone da existência
Parada!!! Penitência
Mel, fel, Melaço
Teima rima
Idéia quebrada
Vida aviltada
Polidez, Lima
Floresta humana
Paisagem social
Ócio, diferente ou igual ?
Vida que emana.
Cadê vaidade ?
Tua força jovial
O Saldo é o sal
Felicidade?
Haja serotonina
A cor do batom
É quem dá o tom
Da vida que começa ?
Ou da que termina?
Luiz Domingos de Luna | 27-05-2008 - 11:56:20 GMT -3 #
Ao repasse dos trabalhos do professor Luiz Domingos de Luna - Trabalhos Acadêmicos - Sites- Blogs- e outros não precisa contatar o autor. Estão autorizados a fazer isto, porém não esqueçam de citar o autor, a obra, o site referência e a fonte.
Atenciosamente,
Luiz Domingos de Luna
Site ref. www.revistaaurora.com
Luiz Domingos de Luna | 27-05-2008 - 12:02:03 GMT -3 #